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Exames auditivos e de equilíbrio – Núcleo Auditivo

Tontura ao Levantar ou Mudar de Posição: o que esse sintoma pode indicar?

Levantar da cama e sentir o ambiente girar por alguns segundos, ou ficar em pé rápido demais e ter a sensação de que vai desmaiar, é uma queixa comum que leva muita gente a pesquisar o que pode estar acontecendo. Esse sintoma tem causas bem diferentes entre si, algumas simples e passageiras, outras que pedem investigação, e a forma como a tontura se manifesta é justamente o que ajuda a diferenciar uma da outra.

Neste texto, explicamos as causas mais frequentes de tontura ao levantar ou mudar de posição, como diferenciar uma queda de pressão de uma alteração no sistema vestibular, quando vale buscar avaliação médica e como é feita a investigação desse sintoma.

O que causa tontura ao levantar ou mudar de posição?

De forma geral, esse tipo de tontura tem duas origens principais. A primeira é uma queda temporária da pressão arterial no momento em que o corpo muda de posição, conhecida como hipotensão ortostática. A segunda está relacionada ao sistema vestibular, estrutura localizada no ouvido interno responsável pelo equilíbrio do corpo, que pode ser afetada por condições como a vertigem posicional paroxística benigna, também chamada de VPPB.

Além dessas duas causas mais comuns, tontura ao mudar de posição também pode estar relacionada a anemia, uso de determinados medicamentos, desidratação, hipoglicemia e, com menor frequência, alterações cardíacas. Por isso, entender as características de cada episódio é fundamental para direcionar a investigação correta. No Núcleo Auditivo, essa investigação começa justamente por identificar qual dessas origens está por trás do sintoma relatado pelo paciente.

Hipotensão ortostática: a queda de pressão ao levantar

Quando o corpo passa da posição deitada ou sentada para a posição em pé, o sistema cardiovascular precisa ajustar rapidamente a pressão arterial para manter o fluxo de sangue até o cérebro. Quando esse ajuste não acontece rápido o suficiente, a pressão cai momentaneamente, o cérebro recebe menos sangue por alguns segundos e surge a sensação de tontura.

Essa tontura costuma ser descrita como uma sensação de “cabeça leve” ou de apagamento, imediata ao levantar, sem a sensação de que o ambiente está girando. Também pode vir acompanhada de visão turva, confusão momentânea e melhora rapidamente ao sentar novamente. É mais comum em idosos, em pessoas desidratadas, após refeições muito calóricas, após longos períodos deitado e em quem usa certos medicamentos para pressão alta.

VPPB: quando a tontura vem do ouvido interno

A vertigem posicional paroxística benigna acontece quando pequenos cristais de cálcio presentes no ouvido interno se deslocam de seu local habitual. Esses cristais fazem parte do sistema responsável por informar ao cérebro a posição da cabeça em relação à gravidade. Quando se deslocam, qualquer movimento que muda a posição da cabeça, como levantar da cama, virar de lado ou olhar para cima, pode gerar um episódio de vertigem.

Diferente da hipotensão ortostática, a tontura da VPPB geralmente é descrita como uma sensação de giro, começa alguns segundos depois do movimento e dura pouco tempo, em geral menos de um minuto. Pode se repetir sempre que a mesma posição é assumida e, em muitos casos, melhora sozinha com o tempo, embora o tratamento com manobras específicas realizadas em consultório tenda a acelerar bastante a resolução do quadro.

Como diferenciar as duas causas mais comuns

A característica da sensação é o principal critério para diferenciar hipotensão ortostática de VPPB. Quando a tontura vem acompanhada de sensação de giro do ambiente, começa alguns segundos após o movimento e está associada especificamente à posição da cabeça, a hipótese de VPPB ganha força. Quando a tontura é imediata ao levantar, sem sensação de giro, mais parecida com uma sensação de desmaio iminente, e melhora rapidamente ao sentar, a origem provavelmente está relacionada à pressão arterial.

Essa distinção não substitui uma avaliação profissional, mas ajuda o paciente a descrever o sintoma com mais precisão durante a consulta, o que facilita o raciocínio clínico de quem vai investigar o caso.

Outras causas que também merecem atenção

Tontura ao levantar também pode surgir em quadros de anemia, já que a menor quantidade de hemoglobina no sangue reduz a oferta de oxigênio ao cérebro durante o esforço de mudar de posição. Alguns medicamentos, especialmente para pressão alta, ansiedade e alguns antidepressivos, têm a queda de pressão postural como efeito colateral conhecido. A hipoglicemia, mais comum em pessoas com diabetes em uso de insulina ou outros medicamentos hipoglicemiantes, também pode se manifestar dessa forma.

Em casos mais raros, tontura ao mudar de posição pode ter origem cardíaca, relacionada a arritmias que reduzem momentaneamente o débito de sangue bombeado pelo coração. É por essa variedade de causas possíveis que a investigação detalhada do sintoma, e não apenas o tratamento isolado da tontura, ajuda a direcionar o cuidado certo.

Um exemplo prático de investigação

Considere uma pessoa de 60 anos que relata tontura toda vez que se levanta da cama pela manhã, com sensação de que o quarto está girando, durando cerca de 20 segundos e depois passando completamente. Ao investigar, o fonoaudiólogo do Núcleo Auditivo especializado em otoneurologia observa, durante manobras específicas de avaliação vestibular, um padrão de movimento ocular compatível com VPPB no canal semicircular posterior.

O tratamento, nesse caso, envolve uma manobra de reposicionamento dos cristais realizada em consultório, e não o uso de medicação para pressão, já que a origem do sintoma não está relacionada à circulação sanguínea. Esse exemplo mostra por que identificar corretamente a origem da tontura influencia diretamente a conduta indicada.

Quando a tontura ao levantar exige atenção médica

Alguns sinais merecem investigação mais rápida: tontura que se repete com frequência e atrapalha a rotina, episódios acompanhados de dor no peito, falta de ar, palpitações, desmaios reais, dor de cabeça intensa e súbita, alteração na fala ou fraqueza em um lado do corpo. Esses sinais associados à tontura podem indicar causas cardíacas ou neurológicas que precisam de avaliação médica imediata.

Fora dessas situações de urgência, episódios recorrentes de tontura ao levantar, mesmo sem outros sintomas de alarme, também justificam avaliação, já que tanto a hipotensão ortostática quanto a VPPB têm tratamento específico e dificilmente melhoram apenas com o tempo.

Como é feita a investigação desse sintoma

A investigação geralmente começa pela medição da pressão arterial em diferentes posições, deitado, sentado e em pé, o que ajuda a confirmar ou descartar a hipótese de hipotensão ortostática. Quando há suspeita de origem vestibular, a avaliação inclui manobras específicas que reproduzem a mudança de posição relatada pelo paciente, observando a presença e o padrão de movimento dos olhos durante o episódio, o que direciona o diagnóstico.

No Núcleo Auditivo, essa investigação faz parte da avaliação otoneurológica, que reúne exames específicos do sistema vestibular para identificar a origem exata da tontura relatada, permitindo indicar o tratamento adequado para cada caso, em vez de um cuidado genérico para “tontura”.

O que fazer durante um episódio de tontura

Durante um episódio, o mais seguro é sentar ou se apoiar em algo estável até a sensação passar, evitando caminhar enquanto a tontura estiver presente, para reduzir o risco de queda. Ao levantar da cama, mudar de posição de forma mais lenta, sentando primeiro na beira do colchão por alguns segundos antes de ficar de pé, ajuda a reduzir a intensidade dos episódios relacionados tanto à pressão quanto à VPPB. Manter uma boa hidratação também ajuda a prevenir episódios ligados à queda de pressão.

Perguntas frequentes sobre tontura ao levantar ou mudar de posição
Tontura ao levantar é sempre pressão baixa?
Não. É uma das causas mais frequentes, mas o sintoma também pode ter origem vestibular, como na VPPB, além de anemia, medicamentos, hipoglicemia ou, mais raramente, alterações cardíacas.
Como saber se a tontura é do ouvido ou da pressão?
A sensação de giro do ambiente, associada especificamente ao movimento da cabeça, sugere origem vestibular. Já a sensação de “apagamento” ou cabeça leve, imediata ao levantar e sem sensação de giro, sugere queda de pressão. A confirmação depende de avaliação especializada.
A tontura ao levantar passa sozinha?
Episódios isolados ligados à desidratação ou a uma mudança brusca de posição costumam melhorar com ajustes simples. Já quadros recorrentes, como VPPB não tratada, tendem a se repetir até que a causa seja identificada e tratada.
A VPPB tem cura?
Na maioria dos casos, sim. O tratamento com manobras de reposicionamento dos cristais, realizado em consultório, costuma resolver o quadro em poucas sessões.
Que exame investiga a causa vestibular da tontura?
A avaliação otoneurológica, que inclui manobras específicas e exames do sistema vestibular, investiga se a tontura tem origem no ouvido interno.
O Núcleo Auditivo realiza avaliação de tontura e vertigem?
Sim. O Núcleo Auditivo realiza avaliação otoneurológica em suas unidades no Tatuapé e em Guarulhos, com profissionais especializados em identificar a origem de tontura, vertigem e alterações do equilíbrio.

Agende sua avaliação de tontura e equilíbrio

Identificar a origem exata da tontura ao levantar é o que permite indicar o tratamento certo, em vez de apenas conviver com o sintoma. O Núcleo Auditivo realiza avaliação otoneurológica em suas unidades no Tatuapé e em Guarulhos, com profissionais especializados em equilíbrio e sistema vestibular. Entre em contato e agende sua avaliação.

 

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